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ÍNDICE |
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editorial 6 |
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NOTÍCIAS 8 |
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Novas pesquisas 9 |
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ANEXO 10 |
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pesquisa destaque 30 |
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VÍDEOS 32 |
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resumos 38 |
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TROCANDO IDÉIA 42 |
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Editor: Révisson SilvaEditor de fotografia: Daniel de Souza
Colaboradores:
Rodrigo K-b-ça, João
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NoTíCiAsOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS do Mês |
NoVaS pEsQuIsAs
as últimas Referências
de livros,
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campeões do CIRCUITO MUNDIAL wcs 2009 O Word Cup Skateboarding (WCS) é o principal circuito mundial de skate. Em 2009 foram 26 competições de altíssimo nível. Os campeões no Street foram Carlos de Andrade-BRA e a Lacey Baker-USA, no Vertical Renton Millar-AUS e a Lyn- Z Adams-USA e no Bolw o Benji Galloway-USA e a Julie Kindstrand-USA.
Chris Cole é eleito Skatista do Ano Em 2009 o skatista americano Chris Cole ganhou pela segunda vez um dos mais importantes prêmios de reconhecimento da carreira de um skatista. O prêmio SOTY, Skater of the Year, realizado pela Thrasher Magazine.
Bam Margera lança auto-biografia O famoso e maluco skatista Bam Margera, estrela do Jack Ass, acaba de lançar sua autobiografia. O livro "Serious as Dog Dirt".
Skate nas Escolas em Mauá Hans Grudzinski em Mauá - SP foi a última escola visitada pelo Skate nas Escolas em 2009. Os alunos receberam brindes, prêmios, puderam conversar e curtir as demos de diversos skatistas. Este projeto tem o intuito de mostrar a importância do skate para escola e da escola para o esporte.
campeões do Circuito Universitário de Skate Os campeões do 1º Circuito Universitário de Skate realizado em São Paulo foram: Feminino - Fernanda Valiati (UNIP); Estreante - Filipe Flow. Amador - Ricardo Cipolla (FMU) e no Profissional - Jackson Kleber (Metodista).
8ª Temporada do Brasil Skate Camp O Brasil Skate Camp chegou à sua oitava temporada, que rolou entre os dias 13 e 16 de janeiro. Além de diversas atrações e muito skate, a equipe da Volcom e da Nike visitaram o acampamento realizando demos e diversas brincadeiras. |
073. HONORATO, Tony. Uma história do Skate no Brasil: do lazer à esportivização. In: XVII Encontro Regional de História - O lugar da história., 2004, UNICAMP-Campinas. ANPUH São Paulo, 2004. v. 01. p. 01-14. Resumo e download disponível na pág. 38 desta edição.283. HONORATO, Tony. Processos civilizadores e constituição dos grupos sociais. In: IX Simpósio Internacional Processo Civilizador, 2005, Ponta Grossa / PR / Brasil. Anais do IX Simpósio Internacional Processo Civilizador. Ponta Grossa : Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR, 2005. Resumo e download disponível na pág. 39 desta edição.284. HAYES, Elisabeth. Becoming a (Virtual) Skateboarder: Communities of Practice and the Design of E-Learning. University of Wisconsin-Madison. Department of Curriculum & Instruction. Madison, WI. 200? Resumo e download disponível na pág. 40 desta edição.285. NEVITT, Matthew; DETERMAN, Jeremy; COX, Joseph; FREDERICK, Edward. Ground Reaction Forces In Skateboarding: The Ollie. Sole Technology Institute. North American Congress on Biomechanics - NACOB. August 5-9. Ann Arbor, Michigan. 2008. Resumo e download não disponível.286. PEREIRA, Dimitri W. Perfil de skatista do parque da juventude em São Paulo. IN: I CONGRESSO BRASILEIRO DE ATIVIDADES DE AVENTURA, 2006, Balneário Camboriú/SC. ANAIS I CBAA, SC, 2006. Resumo e download disponível na pág. 41 desta edição.287. SILVA, Welington Araújo; MIRANDA FILHO, Vamberto Ferreira. Tráfico entre os skatistas: cultura e organização comunitária. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DO ESPORTE, XII, 2001. Resumo e download disponível na pág. 42 desta edição.288. PEREIRA, Dimitri W; MENEZ, E. O skate em São Bernardo do Campo: III CONGRESSO BRASILEIRO DE ATIVIDADES DE AVENTURA, 2008, Santa Teresa/ES. ANAIS III CBAA, ES, 2008. Resumo e download disponível na pág. 43 desta edição. |
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AnEXO
Alex Carolino. Backside Fakie
Pivot Reverse. Porto Alegre/RS, 200?.
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AnEXO Thiago Pingo. Swicht Flip. Porto Alegre/RS, 200?. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Gutiele Pulga. Nollie Shovit. Florianópolis/SC, 2009. Foto João Brinhosa |
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AnEXO
Guilherme Zolim.
Swicht Crooked.
CWB- Curitiba/PR, 200?. |
AnEXO Paulo Galera. Nollie Nose Grind. CWB - Curitiba/PR, 200?. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Maciel Bueno. Frontside Crooked. Piracicaba/SP, 200?. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Diego Mattos. Swicht Frontside Blunt. Blumenau/SC, 200?. Foto Daniel de Souza
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AnEXO Bruno Araújo. Backside Feeble Out. São Paulo/SP, 200?. Foto Daniel de Souza |
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AnEXO Daniel Marques. Frontside Smith. Barcelona/EUR, 2010. Foto Rodrigo K-b-ça
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AnEXO Vinicius Gama. Hardflip. Florianópolis/SC, 2009. Foto João Brinhosa
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PeSqUiSa DeStAqUe |
Segundo os pesquisadores, o projeto da pista de São Bernardo do Campo serve como modelo para outras prefeituras, porém não adianta querer implementar um projeto deste apenas com dinheiro. O projeto arquitetônico da pista de São Bernardo do Campo é obra de engenheiros e de skatistas, e a operacionalização do local é realizada com responsabilidade e se vincula a um projeto social chamado Juventude Cidadã. Dimitri Pereira afirma: "São Bernardo deu um passo a frente de outros governos há mais de 20 anos atrás quando possibilitou que um esporte marginalizado socialmente pudesse receber atenção do poder público e hoje colhe os frutos dessa iniciativa que proporciona um encontro do cidadão com sua raiz através do movimento e do lazer".
-> Resumo e download desta pesquisa na pág. 43 desta edição.
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O SKATE EM SÃO BERNARDO DO CAMPO |
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Uma pesquisa desenvolvida na UNINOVE em São Paulo teve como objetivo revelar a importância do skate no município de São Bernardo do Campo e a sua influência na cultura esportiva dos jovens da região.
Para fazer este estudo o Profº Dimitri Wuo Pereira, mestrando em educação física pela Universidade São Judas, e a Profª Evelyn de Menezes, formada em Educação Física pela FEFISA, realizaram uma entrevista com o administrador do Parque Cidade Escola da Juventude, o maior parque de esportes radicais do Brasil, no qual se localiza a pista de skate de São Bernardo do Campo. Esta entrevista foi gravada e transcrita, demonstrando a trajetória do skate na cidade, os impactos sociais e a importância na política pública municipal. ] Os resultados indicaram que ações públicas que buscam compreender os esportes radicais como uma forma de sociabilidade e conquista da cidadania tendem a se espalhar pelo país. Porém, é preciso sensibilizar-se para perceber na atitude e no comportamento dos jovens a formação das tribos, pois somente desta forma será possível visualizar os elos de ligação com a sociedade do futuro. Ouvir os integrantes da comunidade skatista e entender seus símbolos, sua linguagem, sua vestimenta e seu comportamento é fundamental para a execução de um espaço público que funcione. |
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VíDeOs THIS IS QATAR
Este documentário conta com a participação da equipe espanhola da Nike SB em uma turnê no Qatar, um país da Península Arábica localizado no sudoeste da Ásia.
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VíDeOs DEW TOUR FEMININO STREET
No vídeo as americanas Vanessa
Torres, Lacey Baker, Alexis Sablone, Lyn-Z Adams e a
brasileira Leticia Bufoni andando na etapa Dew Tour ISF Word
Championship
em Boston, USA, no ano passado. |
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VíDeOs HOT HEELS ÁFRICA 2009
Uma grande competição de Downhill realizada na África, o Hot Heels Africa 2009, que vale pontos pelo International Gravity Sports Association (IGSA). Os campeões mundiais do IGSA 2009 na modalidade Downhill Masculino foi Mischo Erban, e no Downhill Feminino Dasha Kornienko. |
VíDeOs O 1º VÍDEO DE SKATE DA CHINA
It´s Wrap é o nome do primeiro vídeo dos chineses. Boas imagens e boas manobras. Este vídeo registra a evolução do skate na china. |
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VíDeOs CHRIS HASLAM
Para quem gosta de manobras difíceis de street no solo, está aí mais um desafio, apresentado por Chris Haslam, famoso skatista canadense. |
VíDeOs HALFPIPE EM 1991
Esta é a primeira parte de uma série de quatro vídeos que mostram o skate no Halfpipe no ano de 1991 em Houston, Texas. Buster Halterman, Chris Gentry, Lance Mountain, Mike Frazier, Bod Boyle, Darren Menditto, Dave Le Roux, Remy Stratton, Tony Hawk e muitos outros. |
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ReSuMoS
Uma história do Skate
no Brasil: do lazer à esportivização
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ReSuMoS
Processos
civilizadores e constituição dos grupos sociais
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ReSuMoS
Becoming a (Virtual) Skateboarder: Communities of Practice and the Design of E-Learning por Elisabeth HAYES
Resumo:
This paper explores the potential value of using a theory of learning as
participation in communities of practice as a basis for the design of
e-learning. An analysis of a popular videogame is used to illustrate how
digital technologies can be used to provide learners with an experience
of moving from novice to expert in a distinctive, though virtual,
community of practice. Implications include a shift in focus from
organizing content to designing experiences as a starting point for
creating new forms of e-learning.
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ReSuMoS
Perfil de skatista do parque da juventude em São Paulo por DIMITRI PEREIRA
Resumo: O
Skate surgiu como uma brincadeira, na Califórnia dos anos 1950-60,
jovens colocaram rodas de patins em pranchas de surf e começaram a
descer as ladeiras. No Brasil teve a mesma influência do surf, sendo
chamado em meados de 1960 de “surfinho”. O filme “Lords of Dog Town”
retrata esse cenário. Adolescentes viviam em meio ao rock’n’roll, a
violência, as drogas e as bebidas contestando os valores sociais. Assim
surge um esporte informal e não disciplinador. É fato que a influência
do surf considerado na época como atividade de desocupados, ajuda a
entender esse comportamento. Mas foram as rodas de uretano recém
criadas, que possibilitaram um salto de qualidade nas manobras. Isso
porque o skate antes praticado no deslize sobre o piso agora voava.
Esses novos movimentos atraíram mais os adolescentes a tentar superar-se
e vencer a gravidade. Esse estudo procurou verificar quem são e o que
pensam os praticantes de skate do Parque da Juventude, em São Paulo,
para entender melhor essa evolução. No mês de agosto de 2006, foram
entrevistados 17 praticantes, com idade média de 20,2 anos e desvio
padrão de 6,8 anos e tempo de prática médio de 6 anos e 3 meses com 6
anos de desvio padrão. Os dados mostram que são jovens, mas há
convivência de indivíduos pré-adolescentes com adultos, percebe-se que
as origens históricas de transmissão de conhecimentos e valores não
mudaram. A principal influência para o início da prática são os amigos
para 14 indivíduos entrevistados. 13 indivíduos já participaram de
competição. Esse estudo não conclusivo
pretendeu elucidar questões referentes ao mundo do skate e pretende
partir para novas descobertas problematizando os aspectos educacionais e
sociais dessa atividade.
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ReSuMoS
Tráfico entre os skatistas: cultura e organização comunitária por Welington silvaResumo: O presente trabalho se configura como um relato de experiência de um projeto realizado junto " à comunidade do Feira VII, na cidade de Feira de Santana, Bahia. Procuramos mostrar aqui, de forma objetiva, o percurso de uma experiência extremamente positiva de ação no campo da cultura, envolvendo um grupo de jovens skatistas da comunidade. DownloAD |
ReSuMoS
O skate em São Bernardo do Campo por DIMITRI pereiraResumo: O skate é uma prática de esportes de aventura que tem grande aceitação entre os jovens. Seu surgimento relaciona-se com a contra cultura dos anos de 1960-70, tendo sido fortemente influenciado pelo rock, pela rebeldia jovem, além das drogas e violência marcantes nesse período de contestação. Atualmente é muito mais aceito na sociedade e inclusive recebe crédito de formação social e educacional. Nesse sentido, o envolvimento de políticas públicas foi o alvo desse estudo e pudemos concluir que o skate pode ser uma ferramenta de aproximação entre a cultura jovem e a cidadania. DownloAD |
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TrOcAnDo iDéIa entrevista Révisson Silva
Conheça este
Tony, como é o seu dia a dia e o seu envolvimento com o skate? Atualmente moro em Londrina-PR, sou professor no Curso de Educação Física da UEL e curso doutorado em Educação na UNESP campus Araraquara-SP. Assim o meu dia a dia está repleto de atividades de sala de aula, reuniões, orientações de estudantes, pesquisa, leitura e, de uma coisa muito importante, de diálogo com as pessoas. Meu envolvimento com a cultura skatista teve início na cidade de Leme, interior paulista, onde vivi minha adolescência com intensas experiências skatistas. Ainda tenho meu “carrinho”, mas, por razões diversas, tenho me limitado ao prazer de ler as revistas sobre skate (sou assinante de duas), de acompanhar a produção acadêmica sobre o tema e de pessoalmente organizar uma hemeroteca referente à cultura skatista. Falar do cotidiano é refletir sobre a vida. A minha vida tem sido produzida na complexidade de ser homem nesta sociedade contemporânea que nos desafia para a velocidade do viver em múltiplas configurações sociais no plano pessoal e profissional. |
Você fez um mestrado no ano de 2005 com o trabalho “A tribo skatista e a instituição escolar: o poder escolar em uma perspectiva sociológica”. Como foi fazer este mestrado? Realizar a pesquisa de mestrado sobre as relações entre skatistas e instituição escolar foi ultrapassar os muros escolares, pois fomos até o locus de produção acadêmica que muitas vezes é considerado menos significativo para o campo da educação: as configurações não-escolares constituintes dos estudantes. Fomos aos lugares sociais dos skatistas para buscar informações referentes à instituição escolar. A partir do olhar dos skatistas, uma das considerações produzidas foi que a tribo skatista é uma forma de agrupamento social interligado à prática cultural denominada Skate, que nasce entre nós para extravasar emoções na crescente individualização no processo civilizador e amplia as cadeias de interdependência na sociedade moderna, em particular, na configuração escolar. Na escola quando os skatistas chegam com sua prática cultural, não ordenada pelos professores, promovem tensão (ex: querem andar de skate no pátio e a escola tenta proibir) e o tema poder entra em discussão. Então outra consideração foi que os skatistas também têm acesso às fontes de poder colocando o poder na escola em (re)equilíbrio.
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Os métodos de ensino e a educação passam por um grande processo de transformação. Você acredita que o skate pode ajudar as instituições de ensino a educar seus alunos? O processo de ensino-aprendizagem do skate envolve reflexões e ações ao (re) produzir, (re)criar e sentir as emoções provocadas e aprendidas com o outro no ato de se movimentar com auxílio do equipamento skate. Esta dinâmica, uma vez observada pelos educadores, pode elucidar alternativas de ensino para um educar dos alunos de maneira descontraída.
Você tem uma pesquisa intitulada “Escola: espaço para formação de
atleta?”. Na sua visão, a Escola deve ser um espaço para formação de um
atleta?
Não pesquiso este tema, porém, no ano
passado fui convidado para falar deste assunto num Congresso de Educação
Física na UFPE em Recife. Penso que na escola básica não se forma
atleta, muito menos skatista profissional. O problema é que parte de
nossa sociedade entende o esporte de rendimento (formação de atleta)
como uma prática hegemônica, quando ela é apenas uma possibilidade para
poucos.
Na escola o esporte deve ser tratado pedagogicamente como fenômeno
cultural, e o skate é uma vivência a ser ofertada neste contexto.
Um dos papéis da instituição escolar é provocar, ensinar e formar os
estudantes para a diversidade cultural, dando visibilidade para o que
até então era ‘abstrato’. A cultura skatista é uma das diversidades
contemporâneas. |
Que outras pesquisas poderiam ser feitas sobre o skate? Há muitos temas possíveis, o skate como objeto de estudo é interdisciplinar. Creio que um bom ponto de partida é observar as pesquisas já realizadas para então, a partir dos desejos acadêmicos de cada um, delimitar um objeto de estudo. Na área das ciências humanas e sociais temos estudos muito interessantes como o do Leonardo Brandão (2007) que buscou compreender o skate de rua numa perspectiva histórica; o do Billy Graeff Bastos (2006) que analisou a trajetória social de skatistas patrocinados e profissionais; o da Maria Regina de M. Costa (2004) que investigou os mitos e símbolos que fundam as representações de aventura, risco e vertigem dos praticantes da modalidade street; o da Márcia Luiza M. Figueira (2008) que evidenciou o lugar das skatistas mulheres no universo do skate; entre outros estudos que são fontes de inspiração para novos temas de pesquisa.
Desde 2007 você está fazendo doutorado em Educação Escolar. Você pode
explicar melhor esta pesquisa? Ela possui alguma relação com o skate?
A pesquisa de doutorado em desenvolvimento
objetiva investigar relações de poder em uma das mais antigas escolas do
interior do Estado de São Paulo, Escola Complementar-Normal de
Piracicaba (1897-1923). A pesquisa não aborda o tema skate, contudo ela
tem inspiração nas questões não discutidas no estudo de mestrado que
abordou o tema relações de poder entre skatistas e instituição escolar. |
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